segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Limpa Torta Metamórfica



 

Uma bolha para furar

Destino que vou rumar

Não eu, mais seu

Vendaval vou voar.

E ao Vazio que completa

Esta mania incerta

De namorar palavras

Em Cenas incorretas

Do subterrâneo

De mim mesmo, assim manso

Andando

Catando

Pulsando

Pelo que transforma

 Estrutura em beleza

Da Alma que comporta

De frente, alheia

Bolha de sabão: certeza

Ergue-se agora 
 
Assim Inteira

Sem resposta  

sobre a mesa.
 
 
(Apolo Júnior)
 

 

domingo, 27 de setembro de 2015

Lobisomem

                         cura
              loucura
      procura
 altura 

Tateando a face
com dedos nas sombras
pertenço ao embate
no turvo as soltas

e no turvo
              procuro
                         o ESCURO
                              rouco
                      impuro

A luz prata,
entre encruzilhadas
de quem sou, de quem fui...
               tudo graças
a redonda Dama de prata.

nos fios o imundo
para o mundo girar
onde eu possa andar
invertido, impuro
metamorfose ao luar

                                         afiado
                 não mais pelado
animal torturado
      
             pelo tormento que cruza
             nesta procura:
                  procuro sangue
             minha agonia segue
               o outro sangue.

Sou animal e humano
para linguagem rimar.
sou monstro , insano
mordido ao amar
                          o inumano.

aqui Sindarta.
morro na prata.

o coração não aparta
meu mostro;
     palavra
    mim'alma
sensação literária.
                    e esta é
                      A bala que me mata.
                               
(Apolo Júnior)


 

sábado, 12 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Equívoco depois da aula de filosofia


A Impalpável incongruência do meu ser
assenta agonias, sem porque
fixando no amontoado de inacabados
agindo e amolando
as peças sem quebra e nem cabeça

na Cabeça, a divindade do ser
nas palavras, a divindade da alma
Platão e Aristóteles,
as peças da Felicidade que anda;
Andar aos labirintos.

Sinto, penso e vejo
consideráveis partes que não se encaixam
mas que formam , sem forma
a alma, um espírito descontrolado
que controla-se ao entender
e age ao sentir, pensando
nas contemplações óticas
e que agora estão estáticas.

Não quero este acomodamento
antes incompletude
que linearidade.
falta medida
e um socorro

E assim morrem os suicidas sem o sensível.